Daenerys, Wanda, Jean : loucura feminina e mulheres poderosas na cultura pop.

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Autor(es): dc.contributorBarbosa, Karina Gomes-
Autor(es): dc.contributorBarbosa, Karina Gomes-
Autor(es): dc.contributorBatista, Beatriz Beraldo-
Autor(es): dc.contributorMendonça, Felipe Viero Kolinski Machando-
Autor(es): dc.creatorCarvalho, Ana Carolina Fonseca-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-08-11T11:24:03Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-08-11T11:24:03Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-07-30-
Data de envio: dc.date.issued2025-
Fonte completa do material: dc.identifierhttps://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/21450-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1187914-
Descrição: dc.descriptionPrograma de Pós-Graduação em Comunicação. Instituto de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Federal de Ouro Preto.-
Descrição: dc.descriptionA ideia de loucura como condição feminina (Foucault, 1978; Showalter, 1987; Appignanesi, 2007) está presente há anos no discurso médico e psiquiátrico, sendo mais uma forma de interditar e controlar as mulheres. O que esse discurso afirma é que as mulheres são naturalmente mais propensas a questões mentais, por uma “fraqueza” inerente à própria condição de ser mulher, sendo muito ligada inclusive a questões reprodutivas. Não por acaso a palavra histeria surgiu do grego Hystéra, que significa útero. O estereótipo da mulher louca não ficou limitado ao discurso médico e psiquiátrico, respingando na literatura, na música e no cinema, compondo um mosaico cultural (Showalter, 1987) de representações da “loucura feminina”. Essa pesquisa se propõe a analisar parte deste mosaico, através da trajetória das personagens: Daenerys Targaryen da série Game of Thrones (2011-2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate da série WandaVision (2021) e do filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022), e Jean Grey, dos filmes X-Men 3: O Confronto Final (2006) e X-Men: Fênix Negra (2019). Essas três personagens são mulheres poderosas, até mesmo mais do que os homens ao seu redor, mas, depois de um trauma (Kaplan, 2007; Seligmann-Silva, 2008) passam a se comportar de uma forma vista como instável e perigosa, precisando ser interditadas ou exterminadas por um “bem comum”. Retomando o pensamento de Kaplan (1995), compreendemos que os signos do cinema hollywoodiano estão carregados de uma ideologia patriarcal. Além disso, as três personagens escolhidas podem ser compreendidas como parte da cultura pop, termo que abarca produções que atendem a interesses mercadológicos, mas que também exercem uma influência sobre a forma como experimentamos o mundo (Sá; Carreiro; Ferraraz, 2015). Considerando o tamanho do nosso corpus de análise, escolhemos a metodologia de eventos narrativos (Rocha, 2016) para realizarmos nossa investigação, dividindo esses eventos em três eixos: trauma, loucura e interdição/extermínio.-
Descrição: dc.descriptionThe idea of madness as a female condition (Foucault, 1978; Showalter, 1987; Appignanesi, 2007) has long been present in medical and psychiatric discourse, functioning as yet another means of silencing and controlling women. What this discourse claims is that women are naturally more prone to mental disorders due to an inherent “weakness” linked to the very condition of being female, often associated with reproductive issues. The stereotype of the madwoman was not confined to medical and psychiatric discourse, but spread to literature, music, and cinema, forming a cultural mosaic (Showalter, 1987) of representations of “female madness.” This study proposes to analyze part of this mosaic through the trajectories of the following characters: Daenerys Targaryen from the series Game of Thrones (2011–2019); Wanda Maximoff/Scarlet Witch from the series WandaVision (2021) and the film Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022); and Jean Grey from the films X-Men: The Last Stand (2006) and Dark Phoenix (2019). These three characters are powerful women, often more powerful than the men around them, who, after experiencing trauma (Kaplan, 2007; Seligmann-Silva, 2008), begin to behave in ways perceived as unstable and dangerous, thus needing to be restrained or exterminated for the “common good” (at least, according to the narrative). Drawing on Kaplan’s (1995) argument, we understand that the signs of Hollywood cinema are imbued with a patriarchal ideology. Furthermore, the three selected characters can be understood as part of pop culture, a term that encompasses productions shaped by market interests but which also influence how we experience the world (Sá; Carreiro; Ferraraz, 2015). Considering the size of our corpus of analysis, we chose the methodology of narrative events (Rocha, 2016) to carry out our investigation, dividing these events into three axes: trauma, madness and interdiction/extermination.-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Direitos: dc.rightsaberto-
Direitos: dc.rightsAttribution 3.0 United States-
Direitos: dc.rightshttp://creativecommons.org/licenses/by/3.0/us/-
Direitos: dc.rightsAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 26/06/2026 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante.-
Palavras-chave: dc.subjectArte narrativa-
Palavras-chave: dc.subjectMulheres-
Palavras-chave: dc.subjectRecursos audiovisuais-
Palavras-chave: dc.subjectRepresentação cinematográfica-
Palavras-chave: dc.subjectTrauma psíquico-
Título: dc.titleDaenerys, Wanda, Jean : loucura feminina e mulheres poderosas na cultura pop.-
Tipo de arquivo: dc.typelivro digital-
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