A estética da atitude e a poética da negrura como fundamentos de uma pedagogia da insurgência.

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Autor(es): dc.contributorSantos, Erisvaldo Pereira dos-
Autor(es): dc.contributorSantos, Erisvaldo Pereira dos-
Autor(es): dc.contributorGonçalves, Clézio Roberto-
Autor(es): dc.contributorAmorim, Bernardo Nascimento de-
Autor(es): dc.contributorLima, Evani Tavares-
Autor(es): dc.contributorAmancio, Iris Maria da Costa-
Autor(es): dc.creatorLima, Evandro Nunes de-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-08-11T11:23:45Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-08-11T11:23:45Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-07-27-
Data de envio: dc.date.issued2024-
Fonte completa do material: dc.identifierhttps://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/21388-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1187832-
Descrição: dc.descriptionA presente tese, intitulada “A Estética da Atitude e a Poética da Negrura como fundamentos de uma Pedagogia da Insurgência”, investiga a possibilidade de construção de uma pedagogia insurgente ancorada nas práticas, saberes e epistemologias negras. O trabalho emerge da experiência do Teatro Negro e Atitude (TNA) e do diálogo com Alessandro Conceição, Bruno de Jesus, Deddy Ricardo e Emerson de Paula (artistas- pesquisadores negros de diferentes regiões do Brasil), articulando estética, política, memória e ancestralidade como dimensões constitutivas do processo educativo. O problema central da pesquisa consistiu em compreender de que modo o método de trabalho do TNA, aliado às práticas de artistas negros, pode consolidar-se enquanto Pedagogia da Insurgência. A hipótese sustentada é a de que a Estética da Atitude e a Poética da Negrura constituem fundamentos teórico-práticos capazes de operar pela descolonização dos corpos negros em cena, ressignificando ausências históricas e reposicionando o corpo negro como sujeito de conhecimento. A fundamentação teórica parte de dois pilares centrais: Abdias Nascimento (1961, 1988, 2016, 2019, 2022), cuja experiência no Teatro Experimental do Negro instituiu uma estética insurgente que reposiciona os corpos negros no centro da cena, e Leda Maria Martins (1995, 1997, 2003, 2021), que, com os conceitos de oralitura e tempo espiralar, fundamenta a Poética da Negrura como fabulação insurgente de memória, ancestralidade e reinvenção. Dialogam ainda com a pesquisa as contribuições de Sueli Carneiro (2023), Marcien Towa (2015), bell hooks1 (2019, 2019, 2021), Muniz Sodré (2021), Kabengele Munanga (2009), entre outros. Metodologicamente, a investigação é de caráter qualitativo, com ênfase na análise do discurso testemunhal. Foram realizadas entrevistas episódicas com os quatro artistas- pesquisadores negros, nas quais se consolidaram três categorias analíticas: Negrura (corpo como arquivo, presença negra como produtora de saberes), Atitude (corpo como enunciador, estética como posicionamento político e ruptura com pedagogias coloniais) e Arte Negra Engajada (arte como insurgência e transformação social). Os resultados revelam que a Pedagogia da Insurgência se estrutura em princípios como: insurgência estética e política, centralidade do corpo negro, ativação da ancestralidade, cena como dispositivo formativo, roda como espaço horizontal de saber, poética como método, escuta como prática pedagógica e autoinscrição como gesto político-epistêmico. Trata- se, portanto, não apenas de um método, mas de uma epistemologia viva, forjada na encruzilhada entre arte, ancestralidade e resistência. As contribuições desta tese ultrapassam os limites acadêmicos: a Pedagogia da Insurgência pode se desdobrar em linguagem de cena, prática formativa, metodologia escolar e experiência comunitária, tornando-se referência para a construção de uma educação antirracista e decolonial. Assim, este trabalho se inscreve como testemunho de um corpo negro, periférico, dissidente, que fabula, resiste e insiste em existir, transformando ausência em presença e silêncio em voz.-
Descrição: dc.descriptionLa presente tesis, titulada “La Estética de la Actitud y la Poética de la Negrura como fundamentos de una Pedagogía de la Insurgencia”, investiga la posibilidad de construcción de una pedagogía insurgente anclada en las prácticas, saberes y epistemologías negras. El trabajo surge de la experiencia del Teatro Negro e Atitude (TNA) y del diálogo con Alessandro Conceição, Bruno de Jesús, Deddy Ricardo y Emerson de Paula (artistas-investigadores negros de diferentes regiones de Brasil), articulando estética, política, memoria y ancestralidad como dimensiones constitutivas del proceso educativo. El problema central de la investigación consistió en comprender de qué modo el método de trabajo del TNA, aliado a las prácticas de artistas negros, puede consolidarse como Pedagogía de la Insurgencia. La hipótesis defendida es que la Estética de la Actitud y la Poética de la Negrura constituyen fundamentos teórico-prácticos capaces de operar en la descolonización de los cuerpos negros en escena, resignificando ausencias históricas y reposicionando el cuerpo negro como sujeto de conocimiento. La fundamentación teórica parte de dos pilares centrales: Abdias Nascimento (1961, 1988, 2016, 2019, 2022), cuya experiencia en el Teatro Experimental del Negro instituyó una estética insurgente que reposiciona los cuerpos negros en el centro de la escena, y Leda Maria Martins (1995, 1997, 2003, 2021, quien, con los conceptos de oralitura y tiempo espiralar, fundamenta la Poética de la Negrura como fabulación insurgente de memoria, ancestralidad y reinvención. Dialogan también con la investigación las contribuciones de Sueli Carneiro (2023), Marcien Towa (2015), bell hooks2 (2019, 2019, 2021), Muniz Sodré (2021), Kabengele Munanga (2009), entre otros. Metodológicamente, la investigación es de carácter cualitativo, con énfasis en el análisis del discurso testimonial. Se realizaron entrevistas episódicas con los cuatro artistas-investigadores negros, en las cuales se consolidaron tres categorías analíticas: Negrura (cuerpo como archivo, presencia negra como productora de saberes), Actitud (cuerpo como enunciador, estética como posicionamiento político y ruptura con pedagogías coloniales) y Arte Negro Comprometido (arte como insurgencia y transformación social). Los resultados revelan que la Pedagogía de la Insurgencia se estructura en principios como: insurgencia estética y política, centralidad del cuerpo negro, activación de la ancestralidad, escena como dispositivo formativo, rueda como espacio horizontal de saber, poética como método, escucha como práctica pedagógica y autoinscripción como gesto político-epistémico. Se trata, por lo tanto, no solo de un método, sino de una epistemología viva, forjada en la encrucijada entre arte, ancestralidad y resistencia. Las contribuciones de esta tesis trascienden los límites académicos: la Pedagogía de la Insurgencia puede desplegarse en lenguaje escénico, práctica formativa, metodología escolar y experiencia comunitaria, convirtiéndose en referencia para la construcción de una educación antirracista y decolonial. Así, este trabajo se inscribe como testimonio de un cuerpo negro, periférico, disidente, que fabula, resiste e insiste en existir, transformando ausencia en presencia y silencio en voz.-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Direitos: dc.rightsaberto-
Direitos: dc.rightsAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 15/07/2026 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação.-
Palavras-chave: dc.subjectNegros-
Palavras-chave: dc.subjectIdentidade racial-
Palavras-chave: dc.subjectPedagogia crítica-
Palavras-chave: dc.subjectCultura afro - brasileira-
Palavras-chave: dc.subjectTeatro negro-
Título: dc.titleA estética da atitude e a poética da negrura como fundamentos de uma pedagogia da insurgência.-
Tipo de arquivo: dc.typelivro digital-
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