Subvertendo o silêncio: o protagonismo feminino na ditadura militar e os descaminhos do material didático em Campo Novo do Parecis-MT

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Autor(es): dc.contributorUniversidade Federal de Mato Grossopt_BR
Autor(es): dc.contributor.authorOliveira, Josiane Sousa de-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-07-21T17:36:29Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-07-21T17:36:29Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-
identificador: dc.identifier.otherDissertação Josiane Sousa de Oliveirapt_BR
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1181030-
Resumo: dc.description.abstractEste trabalho investiga as lacunas e os silenciamentos nos materiais didáticos de História utilizados no estado de Mato Grosso, no que tange à participação feminina na resistência à ditadura militar brasileira. A pesquisa parte da crítica à “história única”, discutida por Chimamanda Adichie (2019), a fim de questionar a narrativa oficial que frequentemente relega as mulheres à invisibilidade. No primeiro capítulo, estabelece-se o debate teórico sobre gênero e a inserção das mulheres na história, utilizando as perspectivas de Joana Pedro (2011), Mary Del Priore (2020) e Patricia Hill Collins (2020), articuladas às análises de Marcos Napolitano (2024) e Marcelo Ridenti (1990) sobre o período ditatorial. No segundo capítulo, realiza-se um diagnóstico crítico do livro didático de Gilberto Cotrim (coleção 2018-2020) e dos materiais estruturados da Fundação Getulio Vargas (FGV), adotados em Mato Grosso (2022-2024), de modo a evidenciar a persistente invisibilidade feminina nessas narrativas. Ademais, a problemática é aprofundada mediante a análise da consciência histórica discente, a qual revela a percepção dos(as) estudantes frente a tais ausências. Diante desse cenário, e fundamentado nos conceitos de memória de Michael Pollak (1992), na história das sensibilidades de Margareth Rago (2013), e no pensamento de bell hooks (2024) e de Grada Kilomba (2019), o terceiro capítulo apresenta a aula-oficina como metodologia para subversão do silêncio. Baseada em Isabel Barca (2004), Marlene Cainelli (2011) e Ana Squinelo (2024), a proposta metodológica utiliza fontes e trajetórias discutidas por Renata Meirelles (2011), Marta Rovai (2013) e Ary Cavalcanti Junior (2024). A pesquisa culmina na proposição de um produto educacional que transcende a mera transmissão de conteúdos, uma vez que visa converter a sala de aula em um laboratório de investigação e reparação histórica. Ao confrontar o “silêncio das fontes” por meio de metodologias ativas e do uso de narrativas biográficas, a proposta possibilita que os(as) educandos(as) desenvolvam uma consciência histórica crítica e empatia, reconhecendo o protagonismo das mulheres como pilar indispensável da resistência e da construção democrática. Outrossim, este trabalho oferece subsídios teóricos e práticos para que o ensino de História atue como uma ferramenta de justiça reparatória e devolva às mulheres o lugar de sujeitas ativas na memória coletiva nacional.pt_BR
Tamanho: dc.format.extent14.921kbpt_BR
Tipo de arquivo: dc.format.mimetypePDFpt_BR
Idioma: dc.language.isopt_BRpt_BR
Direitos: dc.rightsCC0 1.0 Universal*
Licença: dc.rights.urihttp://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/*
Palavras-chave: dc.subjectEnsino de Históriapt_BR
Palavras-chave: dc.subjectDitadura Militarpt_BR
Palavras-chave: dc.subjectProtagonismo femininopt_BR
Palavras-chave: dc.subjectMaterial didáticopt_BR
Palavras-chave: dc.subjectAula oficinapt_BR
Título: dc.titleSubvertendo o silêncio: o protagonismo feminino na ditadura militar e os descaminhos do material didático em Campo Novo do Parecis-MTpt_BR
Tipo de arquivo: dc.typetextopt_BR
Curso: dc.subject.coursePrograma de Pós Graduação em Ensino de Históriapt_BR
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