Extensão do self na era digital: o uso do strava na comunidade de ciclistas de mountain bike

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MetadadosDescriçãoIdioma
Autor(es): dc.contributorLeme, Paulo Henrique Montagnana Vicente-
Autor(es): dc.contributorCozadi, Elisa Guimarães-
Autor(es): dc.contributorRezende, Daniel Carvalho de-
Autor(es): dc.contributorOliveira, Denis Renato de-
Autor(es): dc.contributorDalmoro, Marlon-
Autor(es): dc.contributorSauerbronn, João Felipe Rammelt-
Autor(es): dc.creatorSouza, Juliana de Oliveira Becheri-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-02-09T12:13:11Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-02-09T12:13:11Z-
Data de envio: dc.date.issued2025-07-11-
Data de envio: dc.date.issued2025-03-21-
Fonte completa do material: dc.identifierhttps://repositorio.ufla.br/handle/1/60037-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1156860-
Descrição: dc.descriptionArquivo retido, a pedido do autor, até maio de 2026.-
Descrição: dc.descriptionIn consumer behavior studies, the extension of the self initially refers to the possession of materials, places, or people linked to the individual. However, with the popularization of smartphones and their mobile applications (apps), this concept was expanded to include digital goods. Currently, mobile applications follow their users day and night, moving a market worth approximately US$ 533 billion. In this market, body monitoring apps stand out, which allow users to monitor and measure their own physical performance, with STRAVA being one of the most widely used apps worldwide for this purpose. However, little is known about how apps affect the construction and extension of the self. Given this scenario, we sought to understand how the interaction between human agency and sociotechnical innovations, specifically the STRAVA app, alter the dynamics of the extension of the self and exert agency over the human self, as well as how the app contributes to the dissemination of ideology in the consumer subculture of mountain bike cyclists. To support this study, the theoretical framework addressed three major areas: (i) Consumer Culture Theory; (ii) Sociotechnical Innovations; and (iii) Consumer Subculture. Thus, over the course of three years, a qualitative study was developed using two data collection techniques: interviews and non-participant observation. In total, 38 interviews were conducted with amateur cyclists who practiced mountain biking and used the STRAVA app during their sporting practice. In addition, non-participant observations were made on 9 public profiles of mountain bike cyclists, available on Instagram or on STRAVA itself. The analysis of the data found was provided through thematic categorical content analysis. The main results show that mountain biking is configured as a cultural and social experience, included in the identity of its participants. The motivations for introducing the sport include the search for self-transformation, the desire to escape from everyday life, and the influence of friends and family. The adoption of STRAVA is associated with the popularization of the app in the community and its practicality and accessibility. Individuals use the app to expand their selves in various ways, such as, for example, in the affirmation of the self before the community and for the feeling of self-fulfillment. Furthermore, the app exerts agency within the mountain bike subculture through five fronts: ‘boosting practice’, ‘sharpening competition’, ‘valuing sporting practice’, ‘influencing the display of self on the platform’ and ‘directing route choices’. It should also be noted that STRAVA disseminates neoliberal ideals, such as the overvaluation of effort and productivity, meritocracy, youthfulness, the body managed as an enterprise and the precariousness of work. This research contributes to the understanding of the impact of technological infrastructures on consumer behavior and the construction of the self. In addition, it provides valuable insights for marketers and entrepreneurs about the relationship between cyclists and digital goods and their meanings. In the social sphere, the study fosters debate on the effects of technology on the mind, body and social dynamics.-
Descrição: dc.descriptionCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES-
Descrição: dc.descriptionNos estudos do comportamento do consumidor, a extensão do self, inicialmente, referia-se às posses materiais, lugares ou pessoas ligadas ao indivíduo. No entanto, com a popularização dos smartphones e seus respectivos aplicativos móveis (apps.), essa concepção foi ampliada para abranger bens digitais. Atualmente, os aplicativos móveis acompanham seus usuários dia e noite, movimentando um mercado de cerca de $ 533 bilhões de dólares. Neste mercado, destacam-se os apps. de monitoramento corporal, que permitem aos usuários acompanhar e metrificar seu próprio desempenho físico, sendo o STRAVA um dos mais utilizadas mundialmente para esta finalidade. Contudo, pouco se sabe como os apps. afetam a construção e extensão do self. Diante deste cenário, buscou-se compreender como a interação entre agência humana e as inovações sociotécnicas, em específico, o aplicativo STRAVA, alteram a dinâmica de extensão do self e exercem agência sobre o self humano, bem como o app. contribui para a disseminação de ideologia na subcultura de consumo de ciclistas de mountain bike. Para embasar este estudo, o referencial teórico abordou três grandes áreas: (i) Teoria da Cultura do Consumidor; (ii) Inovações Sociotécnicas e; (iii) Subcultura de Consumo. Assim, ao longo de três anos foi desenvolvido um estudo qualitativo com emprego de duas técnicas de coleta de dados: entrevistas e observação não-participante. Ao todo, foram realizadas 38 entrevistas com ciclistas amadores que praticavam a modalidade mountain bike e utilizavam o aplicativo STRAVA durante sua prática esportiva. Adicionalmente, foram realizadas observações não- participantes em 9 perfis públicos de ciclistas de mountain bike, disponibilizados no Instagram ou no próprio STRAVA. A análise dos dados coletados foi conduzida por meio da análise de conteúdo categorial temática. Como principais resultados, verificou-se que a prática de mountain bike se configura como uma vivência cultural e social, incluída na identidade de seus participantes. As motivações para ingressar na modalidade incluem a busca pela transformação do self, o desejo de escape do cotidiano e a influência de amigos e familiares. Já a adoção do STRAVA está associada à popularização do app. na comunidade e à sua praticidade e acessibilidade. Os indivíduos utilizam o app. para expandir o seu self de várias formas, como, por exemplo, na afirmação do self perante a comunidade e pelo sentimento de autorrealização. Além disso, o aplicativo exerce agência dentro da subcultura de mountain bike por meio de cinco frentes: ‘impulsionando a prática’, ‘aguçando a competição’, ‘valorando a prática esportiva’, ‘influenciando a exibição do self na plataforma’ e ‘direcionando as escolhas de rotas’. Observa-se também que o STRAVA dissemina ideais neoliberais, como a sobrevalorização do esforço e produtividade, a meritocracia, jovialidade, corpo administrado como um empreendimento e precarização do trabalho. Essa pesquisa contribui para a compreensão do impacto das infraestruturas tecnológicas no comportamento do consumidor e na construção do self. Além disso, fornece insights valiosos para profissionais de marketing e empreendedores sobre a relação dos ciclistas com os bens digitais e seus significados. No âmbito social, o estudo fomenta o debate sobre os efeitos da tecnologia na mente, no corpo e nas dinâmicas sociais.-
Descrição: dc.descriptionSociais-
Descrição: dc.descriptionCulturais-
Descrição: dc.descriptionCultura-
Descrição: dc.descriptionODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico-
Descrição: dc.descriptionODS 12: Consumo e produção responsáveis-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Idioma: dc.languagept_BR-
Publicador: dc.publisherUniversidade Federal de Lavras-
Publicador: dc.publisherPrograma de Pós- Graduação em Administração,-
Publicador: dc.publisherUFLA-
Publicador: dc.publisherbrasil-
Publicador: dc.publisherFaculdade de Ciências Sociais Aplicadas - FCSA-
Direitos: dc.rightsAttribution-ShareAlike 3.0 Brazil-
Palavras-chave: dc.subjectConsumer Culture Theory-
Palavras-chave: dc.subjectExtensão do self-
Palavras-chave: dc.subjectCiclistas de mountain bike-
Palavras-chave: dc.subjectInovações sociotécnicas-
Palavras-chave: dc.subjectStrava-
Palavras-chave: dc.subjectExtension of the self-
Palavras-chave: dc.subjectSociotechnical innovation-
Palavras-chave: dc.subjectCiências Sociais Aplicadas-
Título: dc.titleExtensão do self na era digital: o uso do strava na comunidade de ciclistas de mountain bike-
Título: dc.titleExtension of self in the digital age: the use of strava in the mountain bike community-
Tipo de arquivo: dc.typetese-
Aparece nas coleções:Repositório Institucional da Universidade Federal de Lavras (RIUFLA)

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