Associação de fatores sociais e biológicos com transtornos de ansiedade e depressão : ênfase na insegurança alimentar e no metabolismo da vitamina D.

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Autor(es): dc.contributorCarraro, Júlia Cristina Cardoso-
Autor(es): dc.contributorCoelho, George Luiz Lins Machado-
Autor(es): dc.contributorCoelho, George Luiz Lins Machado-
Autor(es): dc.contributorFerreira, Carolina Nicoletti-
Autor(es): dc.contributorPimenta, Adriano Marçal-
Autor(es): dc.contributorAguiar, Aline Silva de-
Autor(es): dc.contributorSouza, Anelise Andrade de-
Autor(es): dc.creatorSabião, Thaís da Silva-
Data de aceite: dc.date.accessioned2025-08-21T15:57:55Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2025-08-21T15:57:55Z-
Data de envio: dc.date.issued2024-09-13-
Data de envio: dc.date.issued2024-09-13-
Data de envio: dc.date.issued2023-
Fonte completa do material: dc.identifierhttps://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/18647-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1028736-
Descrição: dc.descriptionPrograma de Pós-Graduação em Saúde e Nutrição. Escola de Nutrição, Universidade Federal de Ouro Preto.-
Descrição: dc.descriptionEste estudo teve como objetivo analisar os fatores associados aos transtornos de ansiedade e depressão, com foco na insegurança alimentar e no metabolismo da vitamina D. Foram empregados dados de um inquérito de base populacional no Brasil, e de uma coorte espanhola. Para o estudo transversal, foram utilizados dados do inquérito COVID- Inconfidentes, realizado entre outubro e dezembro de 2020 em duas cidades de Minas Gerais, Brasil. Por meio de entrevista face a face, foram avaliadas as variáveis socioeconômicas, de estilo de vida e condições de saúde. Foram coletadas amostras de sangue para análises bioquímicas e genéticas. As variáveis desfecho foram os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e os sintomas de transtorno depressivo maior (TDM), avaliados pela Generalized Anxiety Disorder-7 e pelo Patient Health Questionnaire-9, respectivamente. Foram avaliados: 1) a insegurança alimentar (exposição), utilizando a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, e sua associação com desfechos, comparando as diferenças sociodemográficas; 2) os níveis séricos de vitamina D (exposição) e sua associação com desfechos, definindo deficiência como <20 ng/mL para a população saudável ou <30 ng/mL em grupos de risco; analisando a influência do polimorfismo do gene VDR isoladamente (como variável de interação) e de um escore de risco genético (como variável de estratificação e de interação) que combinou os genótipos dos polimorfismos dos genes DHCR7 (rs11606033), GC (rs7041) e VDR (rs2228570). Para o estudo longitudinal, foram utilizados dados da coorte Seguimiento Universidad de Navarra (Estudo SUN), que acompanha graduados universitários espanhóis a cada 2 anos desde 1999, e permanece aberta continuamente. Questionários são enviados aos participantes por e-mail ou correio, avaliando hábitos, comportamentos e condições de saúde. Foi investigada a associação da vitamina D (exposição) com o risco de depressão, considerado o desfecho do estudo, analisando-se a influência de características individuais e hábitos de vida. Os participantes inicialmente livres de depressão foram classificados como casos incidentes se relataram um diagnóstico médico de depressão durante o acompanhamento. Os níveis séricos de vitamina D foram calculados usando uma equação validada, e a deficiência foi definida como níveis abaixo de 20 ng/mL. No estudo transversal, a prevalência de sintomas de TAG e TDM foi de 23,5% e 15,8%, respectivamente. Foi observada uma associação direta e proporcional entre a gravidade da insegurança alimentar e os sintomas de TAG e TDM. Indivíduos em insegurança alimentar grave apresentaram uma prevalência 3,56 vezes maior de sintomas de TAG e 3,03 vezes maior de TDM. Foram observados piores resultados para indivíduos de cor da pele não branca, sem filhos e com menor renda familiar mensal. Em relação à vitamina D, não foi observada associação direta com os sintomas de transtornos mentais. No entanto, a análise de interação revelou um efeito combinado da deficiência de vitamina D e do polimorfismo do gene VDR nos sintomas de TDM, mas não em TAG. Indivíduos com deficiência de vitamina D e com um alelo alterado apresentaram uma prevalência 2,84 vezes maior de TDM, enquanto aqueles com a presença de dois alelos alterados tiveram uma prevalência 4,37 vezes maior de TDM. Ao estratificar os participantes pelos tercis do escore de polimorfismos, observou-se uma associação exclusiva entre deficiência de vitamina D e sintomas de TAG e TDM apenas para os indivíduos do tercil mais alto desse escore (maior número de alelos de risco para deficiência de vitamina D). Na análise de interação, os indivíduos com deficiência de vitamina D do segundo tercil do escore apresentaram uma prevalência 2,32 vezes maior de TDM, enquanto os com deficiência de vitamina D do tercil mais alto apresentaram uma prevalência 3,79 vezes maior. Houve interação entre fatores genéticos e deficiência de vitamina D para TDM, mas não para TAG, e foi exclusiva entre os que tinham exposição solar insuficiente e não suplementavam vitamina D. No estudo longitudinal, entre 192.976 pessoas-anos de acompanhamento, foram identificados 753 casos incidentes de depressão. Participantes com deficiência de vitamina D apresentaram um risco 27% maior de depressão. Além disso, foi observada uma interação com o sexo feminino. Em conclusão, houve uma forte associação entre insegurança alimentar e sintomas de TAG e TDM, influenciada pelas características sociodemográficas. Embora inicialmente não tenha sido encontrada uma ligação direta entre deficiência de vitamina D e os sintomas de transtornos mentais, análises adicionais destacaram sua interação complexa com polimorfismos de genes do metabolismo da vitamina D e a influência de hábitos de vida. Além disso, os resultados sugerem uma relação causal entre deficiência de vitamina D e o risco de depressão, especialmente entre mulheres.-
Descrição: dc.descriptionThis study aimed to analyze the factors associated with anxiety and depression disorders, focusing on food insecurity and vitamin D metabolism. Data from a population-based survey in Brazil and a Spanish cohort were employed. For the cross-sectional study, data from the COVID-Inconfidentes survey, conducted between October and December 2020 in two cities in Minas Gerais, Brazil, were used. Through face-to-face interviews, socioeconomic, lifestyle, and health condition variables were evaluated. Blood samples were collected for biochemical and genetic analyses. Outcome variables were symptoms of generalized anxiety disorder (GAD) and major depressive disorder (MDD), assessed by the Generalized Anxiety Disorder-7 and Patient Health Questionnaire-9, respectively. Was assessed: 1) food insecurity (exposure), using the Brazilian Food Insecurity Scale, and its association with outcomes, comparing sociodemographic differences; 2) serum vitamin D levels (exposure) and their association with outcomes, defining deficiency as <20 ng/mL for healthy individuals or <30 ng/mL in at-risk groups; analyzing the influence of the VDR gene polymorphism alone (as an interaction variable) and a genetic risk score (as a stratification and interaction variable), combining genotypes of DHCR7 (rs11606033), GC (rs7041), and VDR (rs2228570) polymorphisms. For the longitudinal study, data from the Seguimiento Universidad de Navarra (SUN) cohort, which follows Spanish university graduates every 2 years since 1999, were used. Questionnaires assessing habits, behaviors, and health conditions are sent to participants via email or mail. We investigated the association of vitamin D (exposure) with depression risk, considering depression as the study outcome, analyzing the influence of individual characteristics and lifestyle habits. Participants initially free of depression were classified as incident cases if they reported a medical diagnosis of depression during follow-up. Serum vitamin D levels were calculated using a validated equation, and deficiency was defined as levels below 20 ng/mL. In the cross-sectional study, the prevalence of GAD and MDD symptoms was 23.5% and 15.8%, respectively. A direct and proportional association was observed between the severity of food insecurity and GAD and MDD symptoms. Individuals with severe food insecurity had a 3.56 times higher prevalence of GAD symptoms and a 3.03 times higher prevalence of MDD. Worse outcomes were observed for individuals with non-white skin color, without children, and with lower monthly family income. Regarding vitamin D, no direct association was observed with symptoms of mental disorders. However, interaction analysis revealed a combined effect of vitamin D deficiency and the VDR gene polymorphism on MDD symptoms, but not on GAD. Individuals with vitamin D deficiency and one altered allele had a 2.84 times higher prevalence of MDD, while those with the presence of two altered alleles had a 4.37 times higher prevalence of MDD. Stratifying participants by terciles of the polymorphism score revealed a distinct association between vitamin D deficiency and GAD and MDD symptoms exclusively for individuals in the highest tercile of this score (those with the highest number of risk alleles for vitamin D deficiency). In the interaction analysis, individuals with vitamin D deficiency from the second tercile of the score had a 2.32 times higher prevalence of MDD, while those with vitamin D deficiency from the highest tercile had a 3.79 times higher prevalence. There was interaction between genetic factors and vitamin D deficiency for MDD, but not for GAD, and it was exclusive among those with insufficient sun exposure and no vitamin D supplementation. In the longitudinal study, among 192,976 person-years of follow-up, 753 incident cases of depression were identified. Participants with vitamin D deficiency had a 27% higher risk of depression. Additionally, interaction with female sex was observed. In conclusion, there was a strong association between food insecurity and GAD and MDD symptoms, influenced by sociodemographic characteristics. Although a direct link between vitamin D deficiency and mental disorder symptoms was not initially found, additional analyses highlighted its complex interaction with vitamin D metabolism gene polymorphisms and lifestyle habits. Furthermore, the results suggest a causal relationship between vitamin D deficiency and depression risk, especially among women.-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Direitos: dc.rightsaberto-
Direitos: dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United States-
Direitos: dc.rightshttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/-
Direitos: dc.rightsAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 26/08/2024 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação.-
Palavras-chave: dc.subjectAnsiedade-
Palavras-chave: dc.subjectDepressão-
Palavras-chave: dc.subjectInsegurança alimentar-
Palavras-chave: dc.subjectDeficiência de vitamina D-
Palavras-chave: dc.subjectPolimorfismo genético-
Título: dc.titleAssociação de fatores sociais e biológicos com transtornos de ansiedade e depressão : ênfase na insegurança alimentar e no metabolismo da vitamina D.-
Tipo de arquivo: dc.typelivro digital-
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