Condicionantes da amamentação em um município da região central de Minas Gerais : da dificuldade ao apoio.

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MetadadosDescriçãoIdioma
Autor(es): dc.contributorBezerra, Olívia Maria de Paula Alves-
Autor(es): dc.contributorBezerra, Olívia Maria de Paula Alves-
Autor(es): dc.contributorBarbosa, Miriam Carmo Rodrigues-
Autor(es): dc.contributorSírio, Marília Alfenas de Oliveira-
Autor(es): dc.creatorFelix, Cristiane Diniz-
Data de aceite: dc.date.accessioned2025-08-21T15:51:47Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2025-08-21T15:51:47Z-
Data de envio: dc.date.issued2025-06-03-
Data de envio: dc.date.issued2024-
Fonte completa do material: dc.identifierhttps://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/20210-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1026049-
Descrição: dc.descriptionPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Família. Departamento de Medicina de Família, Saúde Mental e Coletiva, Escola de Medicina, Universidade Federal de Ouro Preto.-
Descrição: dc.descriptionIntrodução: Os benefícios do aleitamento materno (AM) são amplos, duradouros e progressivos para indivíduos e sociedade. Porém, amamentar é uma prática complexa, exposta a condicionantes fisiológicos, sociais e culturais que podem manter sua prevalência abaixo do ideal. Objetivo: Identificar e analisar os condicionantes da prática de amamentação das nutrizes de Paraopeba-MG. Metodologia: Estudo transversal, com abordagem exploratório- descritiva, de natureza qualiquantitativa, direcionado por Questionário e Entrevista. Participaram do estudo 151 mulheres que tiveram parto de nascido vivo em 2022. Na abordagem quantitativa foram realizadas análises de tendência central, descritivas e de associação entre variáveis dependentes e os desfechos “aleitamento materno exclusivo (AME)” e “aleitamento materno ideal (AMI)”. As associações significativas (p<0,05) foram incluídas em um modelo final de regressão logística. Na abordagem qualitativa foi realizada análise de conteúdo de Bardin, em três fases: pré-análise, exploração e tratamento dos resultados por análise textual automatizada. Resultados: O tempo médio do AME foi de 3,6 meses, com 27% de AME. Destes, 21% mantiveram AM no momento do estudo, classificado como AMI. Houve associação entre AME e AMI com consumo habitual de álcool, jornada de trabalho semanal abaixo de 20 horas, conhecer benefícios do aleitamento materno a longo prazo, conhecer dois ou mais benefícios familiares e sociais, participar de ações educativas, dificuldade para amamentar na maternidade, AME à alta hospitalar, uso de mamadeira, conhecer tempo ideal de AME. Foi encontrada associação entre AME e amamentação na hora de ouro e oferta de suplemento alimentar na maternidade. Foi encontrada associação entre o AMI e sinais de ansiedade e depressão, tempo de amamentação anterior acima de sete meses, residir em área de atuação de Estratégia Saúde da Família (ESF), participar de ações educativas coletivas, conhecer técnicas de amamentação, uso do intermediário de silicone, e ter vivido intercorrência com a amamentação. Permaneceram no modelo de regressão como proteção do AM as variáveis: jornada de trabalho abaixo de 21 horas semanais – AME (RP 1,06; p = 0,0001) e AMI (RP 5,54; p = 0,0001); ausência de consumo regular de álcool – AME (RP 1,70; p = 0,00001) e AMI (RP 1,70; p = 0,0001); e residir em área de ESF – AMI (RP 1,01; p = 0,00001). O construto qualitativo demonstrou desregulações emocionais no puerpério, despreparo para amamentar e falta de apoio como condicionantes desfavoráveis, e apropriação de conhecimentos sobre os benefícios, técnica e prevenção de intercorrências, disponibilidade de apoio da gestação aos primeiros meses de amamentação, como condicionantes favoráveis. Conclusão: Experiências maternas, assistência profissional da gravidez à amamentação, proximidade física da criança, domínio das técnicas de amamentação, adaptações à chegada do bebê, oferta de suplementos e complementos alimentares, uso de bicos artificiais e influência familiar, social e profissional foram fatores que condicionaram a amamentação. Práticas alimentares nos primeiros dois anos de vida demonstraram situação de vulnerabilidade alimentar pela introdução de suplementos e complementos alimentares antes dos sete meses, desmame antes dos 24 meses, consumo insuficiente de alimentos saudáveis e consumo elevado de alimentos processados e ultraprocessados, sendo fundamental o comprometimento de famílias, sociedade e instituições públicas e privadas na implementação de ações efetivas de promoção do aleitamento materno.-
Descrição: dc.descriptionIntroduction: The benefits of breastfeeding are wide-ranging, long-lasting and progressive for individuals and society. However, breastfeeding is a complex practice, multi-determined by physiological, social and cultural conditions that can keep its prevalence below ideal. Objective: To identify and analyze conditioning factors for breastfeeding practice of nursing mothers in Paraopeba-MG. Methodology: Cross-sectional study, with an exploratory- descriptive approach, of a qualitative-quantitative nature, guided by Questionnaire and Interview. Participated in the study 151 women who gave birth to a live birth in 2022. In the quantitative approach, central tendency, descriptive and association analyses were carried out between dependent variables and the outcomes “exclusive breastfeeding (EBF)” and “ideal breastfeeding (IBF)”. Significant associations (p<0.05) were included in a final logistic regression model. In the qualitative approach, analysis of Bardin Content was carried out in three phases: pre-analysis, exploration and treatment of results by automated textual analysis. Results: The average EBF time was 3.6 months, with 27% of EBF. Out of these, 21% maintained breastfeeding at the time of the study, classified as ideal breastfeeding. There was an association between EBF and IBF with habitual alcohol consumption, weekly work hours below 20 hours, knowledge of long-term benefits of breastfeeding, knowledge of two or more family and social benefits, participation in educational actions, difficulty breastfeeding in the maternity ward, EBF at hospital discharge, use of feeding bottle, and knowledge of ideal EBF time. An association was found between EBF and breastfeeding during the golden hour, and offer of nutritional supplements in the maternity ward. An association was found between EBF and signs of anxiety and depression, previous breastfeeding time of over seven months, living in an area covered by the Family Health Strategy, participating in collective educational actions, knowing breastfeeding techniques, using silicone interposers, and having experienced complications with breastfeeding. The following variables remained in the regression model: working hours below 20 hours per week – EBF (OR 1.06; p = 0.0001) and IBF (OR 0.68; p = 0.0001); absence of regular alcohol consumption – EBF (OR 1.70; p = 0.00001) and IBF (OR 1.70; p = 0.0001); and residing in a Family Health Strategy area – IBF (OR 1.01; p = 0.0001). The qualitative construct demonstrated emotional dysregulation in the puerperium, unpreparedness to breastfeed and lack of support as unfavorable conditions, and appropriation of knowledge about the benefits, technique and prevention of complications, availability of support from pregnancy to the first months of breastfeeding, as favorable conditions. Conclusion: maternal experiences, professional assistance from pregnancy to breastfeeding, physical proximity to the child, mastery of breastfeeding techniques, adaptations to the arrival of the baby, offer of supplements and food supplements, use of artificial nipples, and family, social and professional influence were the factors that conditioned breastfeeding. Feeding practices in the first two years of life demonstrated a situation of nutritional vulnerability due to the introduction of supplements and food supplements before 6 months, weaning before 24 months, insufficient consumption of healthy foods and high consumption of processed and ultra-processed foods, making the commitment of families, society, public and private institutions essential in implementing effective actions to promote breastfeeding.-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Direitos: dc.rightsaberto-
Direitos: dc.rightsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 United States-
Direitos: dc.rightshttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/us/-
Direitos: dc.rightsAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 19/05/2025 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais.-
Palavras-chave: dc.subjectAleitamento materno-
Palavras-chave: dc.subjectLactação-
Palavras-chave: dc.subjectDesmame-
Palavras-chave: dc.subjectNutrição infantil-
Palavras-chave: dc.subjectSaúde materno - infantil-
Título: dc.titleCondicionantes da amamentação em um município da região central de Minas Gerais : da dificuldade ao apoio.-
Tipo de arquivo: dc.typelivro digital-
Aparece nas coleções:Repositório Institucional - UFOP

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