Aspectos literários da loucura nas narrativas de Guy de Maupassant

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Autor(es): dc.contributorUniversidade Estadual Paulista (UNESP)-
Autor(es): dc.creatorSilva, Elaine Cristina dos Santos-
Data de aceite: dc.date.accessioned2021-03-11T00:59:57Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2021-03-11T00:59:57Z-
Data de envio: dc.date.issued2019-02-28-
Data de envio: dc.date.issued2019-02-28-
Data de envio: dc.date.issued2019-02-19-
Fonte completa do material: dc.identifierhttp://hdl.handle.net/11449/180873-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/11449/180873-
Descrição: dc.descriptionConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)-
Descrição: dc.descriptionCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)-
Descrição: dc.descriptionPós-graduação em Letras - IBILCE-
Descrição: dc.descriptionCom o intuito de evidenciar como a loucura é formalmente construída nas narrativas de Guy de Maupassant (1850−1893), analisamos vinte e três narrativas breves do autor francês — a saber, “Fou ?” (1882); “La folle” (1882); “Madame Baptiste” (1882); “Un parricide” (1882); “Denis” (1883); “La main d’écorché” (1975); “La reine Hortense” (1883); “L’enfant” (1883); “Lui ?” (1883); “Mademoiselle Cocotte” (1883); “La chevelure” (1884); “Un fou ?” (1884); “La petite Roque” (1885); “Lettre d’un fou” (1885); “Un fou” (1885); “L’auberge” (1886); “Un cas de divorce” (1886); “Le Horla” (primeira versão, 1886); “Le Horla” (segunda versão, 1887); “L’homme de Mars” (1887); “Madame Hermet” (1887); “Qui sait ?” (1890) e “Le docteur Héraclius Gloss” (1921) — com claras referências à loucura de alguma de suas personagens. Entendemos a loucura, conforme Michel Foucault, como um fenômeno socialmente percebido, o que pode ser demonstrado pelas diferentes maneiras como o louco foi tratado em cada época, mantendo constante apenas sua posição marginalizada na sociedade. Como um discurso dissonante em relação ao discurso racional, a palavra do louco desafia a ordem vigente, expondo as falhas e contradições na maneira como compreendemos o mundo, tornando-se um discurso incômodo e indesejado. Isso explica por que a palavra do louco tem sido sistematicamente silenciada (seja investindo essa palavra de alguma sabedoria oculta ou considerando-a apenas como artigo de curiosidade: a palavra do louco nunca é considerada como válida por si mesma). No século XIX, época em que os textos do nosso corpus foram escritos, assistimos à medicalização do espaço do internamento, além de um esforço para a moralização desse mesmo espaço, sendo considerados curados aqueles indivíduos que conseguissem se encaixar em algum tipo social cristalizado (o que significava abrir mão dos próprios valores e da subjetividade em favor da ordem estabelecida). Na contramão de práticas como essa, vemos a literatura resgatar esteticamente a voz do louco com autores como Maupassant, que dedicou parte considerável de sua obra às personagens loucas, aproveitando o lugar privilegiado que essas personagens ocupam enquanto questionadoras do sistema no qual se inserem para refletir sobre os males do corpo e da mente humanos.-
Descrição: dc.descriptionIn order to show how madness is formally constructed in the narratives of Guy de Maupassant (1850–1893), we have analyzed twenty-three short narratives by the French author – namely, “Fou?” (1882); “La folle” (1882); “Madame Baptiste” (1882); “Un parricide” (1882); “Denis” (1883); “La main d’écorché” (1975); “La reine Hortense” (1883); “L’enfant” (1883); “Lui ?” (1883); “Mademoiselle Cocotte” (1883); “La chevelure” (1884); “Un fou ?” (1884); “La petite Roque” (1885); “Lettre d’un fou” (1885); “Un fou” (1885); “L’auberge” (1886); “Un cas de divorce” (1886); “Le Horla” (first version, 1886); “Le Horla” (second version, 1887); “L’homme de Mars” (1887); “Madame Hermet” (1887); “Qui sait ?” (1890) and “Le docteur Héraclius Gloss” (1921) – with clear references to the madness of some of its characters. We understand madness, according to Michel Foucault, as a socially perceived phenomenon, which can be demonstrated by the different ways in which the madman was treated in each age, keeping only his marginalized position in society. As a discordant discourse in relation to rational discourse, the madman’s speech defies the prevailing order, exposing the flaws and contradictions in the way we understand the world, making itself an unwelcome and unwanted speech. This explains why the speech of the madman has been systematically silenced (either by investing that speech from some hidden wisdom or by considering it only as an article of curiosity: the madman's speech is never considered to be valid by itself). In the nineteenth century, when the texts of our corpus were written, we see the medicalization of the internment space, as well as an effort to moralize the same space, being considered as cured those individuals who could fit into some kind of crystallized social type (which meant giving up one's own values and subjectivity in favour of the established order). Contrary to practices like this, we see the literature aesthetically rescuing the voice of the madman with authors like Maupassant, who dedicated a considerable part of his work to the crazy characters, taking advantage of the privileged place that these characters occupy as questioners of the system in which they are inserted to reflect upon the evils of the human body and mind.-
Descrição: dc.descriptionAfin de montrer comment la folie est formellement construite dans les récits de Guy de Maupassant (1850–1893), nous avons analysé vingt-trois récits courts de l’auteur français – à savoir, « Fou ? » (1882) ; « La folle » (1882) ; « Madame Baptiste » (1882) ; « Un parricide » (1882) ; « Denis » (1883) ; « La main d’écorché » (1975) ; « La reine Hortense » (1883) ; « L’enfant » (1883) ; « Lui ? » (1883) ; « Mademoiselle Cocotte » (1883) ; « La chevelure » (1884) ; « Un fou ? » (1884) ; « La petite Roque » (1885) ; « Lettre d’un fou » (1885) ; « Un fou » (1885) ; « L’auberge » (1886) ; « Un cas de divorce » (1886) ; « Le Horla » (première version, 1886) ; « Le Horla » (deuxième version, 1887) ; « L’homme de Mars » (1887) ; « Madame Hermet » (1887) ; « Qui sait ? » (1890) et « Le docteur Héraclius Gloss » (1921) – avec des références claires à la folie de certains de leurs personnages. Selon Michel Foucault, la folie est perçue comme un phénomène socialement perceptible, comme en témoignent les différentes manières dont le fou a été traité à chaque époque, ne conservant que sa position marginalisée dans la société. Discours discordant par rapport au discours rationnel, la parole du fou défie l’ordre dominant, révélant les défauts et les contradictions de la façon dont nous comprenons le monde, ce qui en fait un discours importun et non désiré. Cela explique pourquoi la parole du fou a été systématiquement réduite au silence (soit en investissant cette parole dans une sagesse cachée, soit en ne la considérant que comme un article de curiosité: la parole du fou n’est jamais considérée comme valable par elle-même). Au XIXe siècle, lors de la rédaction des textes de notre corpus, nous avons assisté à la médicalisation de l’espace d’internement, ainsi qu’à un effort de moralisation du même espace, étant considéré comme guéris ces individus qui pourraient s’insérer dans un type social cristallisé (ce qui signifiait abandonner leurs propres valeurs et leur subjectivité au profit de l’ordre établi). Contrairement à de telles pratiques, nous voyons la littérature sauvant esthétiquement la voix du fou avec des auteurs comme Maupassant, qui ont consacré une grande partie de son travail aux personnages fous, profitant de la place privilégiée que ces personnages occupent en tant que questionneurs du système dans lequel ils sont insérés pour réfléchir aux maux du corps et de l’esprit humains.-
Idioma: dc.languagept_BR-
Publicador: dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)-
Direitos: dc.rightsopenAccess-
Palavras-chave: dc.subjectLiteratura francesa-
Palavras-chave: dc.subjectSéculo XIX-
Palavras-chave: dc.subjectGuy de Maupassant-
Palavras-chave: dc.subjectLoucura-
Palavras-chave: dc.subjectFrench literature-
Palavras-chave: dc.subjectNineteenth century-
Palavras-chave: dc.subjectMadness-
Palavras-chave: dc.subjectLittérature française-
Palavras-chave: dc.subjectXIXe siècle-
Palavras-chave: dc.subjectFolie-
Título: dc.titleAspectos literários da loucura nas narrativas de Guy de Maupassant-
Tipo de arquivo: dc.typelivro digital-
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