Influência do quimioterápico Cisplatina sobre o reparo e mineralização ao redor de implantes dentários e sobre a qualidade do tecido ósseo: estudo mecânico e histométrico in vivo

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Autor(es): dc.contributorUniversidade Estadual Paulista (UNESP)-
Autor(es): dc.creatorDantas, Marcos Vinicius Mendes-
Data de aceite: dc.date.accessioned2021-03-10T23:30:58Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2021-03-10T23:30:58Z-
Data de envio: dc.date.issued2018-05-25-
Data de envio: dc.date.issued2018-05-25-
Data de envio: dc.date.issued2018-03-29-
Fonte completa do material: dc.identifierhttp://hdl.handle.net/11449/154089-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/11449/154089-
Descrição: dc.descriptionCAPES-
Descrição: dc.descriptionPós-graduação em Ciências Odontológicas - FOAR-
Descrição: dc.descriptionA maioria dos pacientes submetidos a tratamentos de câncer bucal são impossibilitados de receber reabilitação com próteses dentais convencionais. Assim, a confecção de próteses suportadas por implantes dentários osseointegráveis tem sido considerada uma alternativa. Apesar dos elevados índices de sucesso destes tratamentos, pode haver um inconveniente em se reabilitar esses pacientes. Alguns quimioterápicos, como a Cisplatina, apresentam efeitos colaterais como redução na remodelação óssea e/ou alteração na nutrição desse tecido, o que pode interferir com a osseointegração dos implantes. O presente estudo avaliou, em ratos, o efeito da terapia em longo prazo com Cisplatina sobre o processo de reparo e mineralização óssea ao redor de implantes e sobre as propriedades mecânicas do tecido ósseo. Para isso, 43 ratos foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos: cisplatina (CIS, n=23), no qual os animais receberam administração intraperitoneal de cisplatina uma vez a cada semana durante 4 semanas, totalizando 4 administrações, e controle (CTL, n=20), no qual os animais receberam administração a cada 1 semana de placebo, durante todo o período experimental. Após 28 dias do início do tratamento, um implante de titânio foi instalado na metáfise tibial, em ambas as pernas. Os animais foram sacrificados 30 e 60 dias após a instalação dos implantes, sendo retirados os fêmures e as tíbias. Os fêmures foram submetidos aos testes mecânicos de força máxima (N), força de ruptura (N), força máxima (mm) e ruptura (mm). As tíbias contendo os implantes foram avaliadas quanto ao torque de remoção, arranjo e distribuição do colágeno, análise histométrica (%BIC e %BAFO) e Microscopia Eletrônica de Varredura com Fonte de Emissão de Campo (MEV/FEG) para determinar a quantidade de Cálcio e proporção Cálcio/Fósforo. Os resultados obtidos foram tabulados e submetidos às análises descritiva e estatística por ANOVA (a 2 ou 3 critérios) ou MANOVA, seguidos dos testes pós-hoc de Tukey e Games-Howell, respectivamente (α=0,05). Os resultados mostraram que os espécimes dos grupos CTL apresentaram valores significantemente maiores (0,0001≤p≤0,036) dos que aqueles dos grupos CIS nos testes mecânicos de força máxima (N) e força de ruptura (N), bem como no torque de remoção e análise histométrica (%BIC e %BAFO), sendo que os maiores parâmetros obtidos sempre foram no grupo CTL, 60 dias após a instalação dos implantes. Não foram encontradas diferenças significantes (p>0.05) entre os grupos para os valores de força máxima (mm), ruptura (mm), quantidade de Cálcio e proporção Cálcio/Fósforo. Nos grupos CIS, houve uma redução na organização do colágeno na interface osso/implante, resultando em um trabeculado ósseo com finas trabéculas com colágeno birrefringente e arranjo irregular. Com base nestes resultados, foi concluído que, de forma geral, a Cisplatina interferiu negativamente no reparo e na mineralização ao redor de implantes dentários, bem como sobre a qualidade do tecido ósseo, principalmente no período de 30 dias após a instalação dos implantes.-
Descrição: dc.descriptionMost of patients undergoing oral cancer treatments are unable to receive rehabilitation with conventional dental prostheses. Thus, the use of prostheses supported by osseointegrated implants has been considered as an alternative. Despite the high rate of success of the dental treatments, there may be an inconvenience to rehabilitate these patients. Some chemotherapeutic agents as Cisplatin exhibit undesirable side effects, such as the reduction in bone remodeling and/or changes in nutrition of tissue, which can interfere with the osseointegration of implants. This study evaluated, in rats, the effect of the long-term therapy with Cisplatin on bone healing and mineralization around implants and on the mechanical properties of bone tissue. Forty-three rats were randomly divided into two groups: Cisplatin (CIS, n=23), in which the animals received subcutaneous administration of Cisplatin once a week for 4 weeks (a total of 4 administrations) and control (CTL, n=20), in which the animals received a placebo solution once a week throughout the trial period. After 28 days of treatment initiation, a titanium implant were installed in the tibial metaphysis, on both legs. The animals from each group were sacrificed 30 and 60 days after the implant placement, and their femurs and tibias removed. Femurs were subjected to mechanical tests of maximum strength (N), maximum rupture force (N), maximum strength (mm), and rupture (mm). The tibias with the implants were assessed for removal torque, arrangement and distribution of collagen fibers, histometric analysis (%BIC and %BAFO) and Scanning Electron Microscopy with Field Emission Gun (SEM/FEG) to determine the percentage of Calcium and Calcium/Phosphorus ratio. The results were submitted to descriptive and statistical analysis by means of ANOVA (2 or 3-way) or MANOVA, followed by Tukey and Games-Howell post-hoc tests, respectively (α=0,05). The results showed that the specimens from CTL groups had significantly higher values (0,0001≤p≤0,036) than those from CIS groups in relation to maximum strength (N), maximum rupture force (N), removal torque, and histometric analysis (%BIC and %BAFO), being the best results obtained for CTL groups, 60 days after implant placement. No significantly differences were found between the groups regarding the values of maximum strength (mm), rupture (mm), percentage of Calcium, and Calcium/Phosphorus ratio. In CIS groups, there was a reduction in the organization of collagen at the bone/implant interface, resulting in a trabecular bone with thin trabeculae and birefringent collagen and irregular arrangement. Based on these results, it was concluded that, in general, Cisplatin interfered negatively in the repair and mineralization around dental implants, as well as on the quality of the bone tissue, mainly in the period of 30 days after the implant placement.-
Idioma: dc.languagept_BR-
Publicador: dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)-
Direitos: dc.rightsopenAccess-
Palavras-chave: dc.subjectOsseointegração-
Palavras-chave: dc.subjectTratamento farmacológico-
Palavras-chave: dc.subjectImplantação dentária-
Palavras-chave: dc.subjectCisplatino-
Palavras-chave: dc.subjectOsseointegration-
Palavras-chave: dc.subjectDrug therapy-
Palavras-chave: dc.subjectDental implantation-
Palavras-chave: dc.subjectCisplatin-
Título: dc.titleInfluência do quimioterápico Cisplatina sobre o reparo e mineralização ao redor de implantes dentários e sobre a qualidade do tecido ósseo: estudo mecânico e histométrico in vivo-
Tipo de arquivo: dc.typelivro digital-
Aparece nas coleções:Repositório Institucional - Unesp

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