Rede Marangatu: governança territorializada e justiça epistêmica em territórios costeiros e marinhos

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Autor(es): dc.creatorSoares, Lizandra Maria de Aguiar Zanon-
Autor(es): dc.creatorBorges, Júlias Bastos-
Autor(es): dc.creatorIwama, Allan Yu-
Autor(es): dc.creatorGallo, Edmundo de Almeida-
Autor(es): dc.creatorPaula, Luciana Araújo de-
Autor(es): dc.creatorMorgado, Fernando-
Autor(es): dc.creatorAlves, Fátima-
Autor(es): dc.creatorVidal, Diogo Guedes-
Autor(es): dc.creatorRosa, Rosário-
Autor(es): dc.creatorSantos, Claudia Regina dos-
Autor(es): dc.creatorEyzaguirre, Indira Angela Luza-
Autor(es): dc.creatorSousa, Esley Lima de-
Autor(es): dc.creatorRamos Filho, Eraldo da Silva-
Autor(es): dc.creatorSanos, Iedo Souza-
Autor(es): dc.creatorTeixeira, Simonne-
Autor(es): dc.creatorFreitas, Rodrigo Rodrigues de-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-08-11T12:33:19Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-08-11T12:33:19Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-06-29-
Data de envio: dc.date.issued2026-06-29-
Data de envio: dc.date.issued2026-06-04-
Fonte completa do material: dc.identifierhttp://hdl.handle.net/10400.2/22212-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/10400.2/22212-
Descrição: dc.descriptionNeste artigo é apresentada uma iniciativa colaborativa voltada à construção de modelos de governança socioambiental mais justos e participativos em territórios costeiros e marinhos do Brasil. A proposta centra-se na Rede Marangatu, uma rede internacional de ciência cidadã que articula instituições acadêmicas, organizações sociais e Povos e Comunidades Tradicionais para promover a conservação da sociobiodiversidade e o reconhecimento dos saberes locais. O estudo parte do pressuposto de que os territórios costeiros são espaços complexos, marcados por conflitos socioambientais, pressões econômicas e desigualdades no reconhecimento de diferentes formas de conhecimento. Nesse contexto, a noção de justiça epistêmica torna-se central, pois busca corrigir a marginalização histórica dos conhecimentos tradicionais e comunitários nos processos de produção científica e nas políticas públicas. O trabalho defende que o conhecimento produzido por pescadores artesanais, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras populações tradicionais deve ser reconhecido como legítimo e fundamental para a gestão sustentável dos ecossistemas marinho-costeiros. A Rede Marangatu surge como uma resposta a esses desafios ao promover um modelo de governança territorializada, baseado no diálogo entre saber científico e saber tradicional. A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e movimentos sociais em diferentes regiões do Brasil e também em parceria internacional, com o objetivo de desenvolver pesquisas participativas, fortalecer redes comunitárias e influenciar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade e à proteção dos territórios tradicionais. Entre as principais estratégias da rede destacam-se a i) Ciência cidadã e monitoramento participativo da biodiversidade, envolvendo moradores locais na coleta e interpretação de dados ambientais; ii) Cartografias sociais e mapeamentos participativos, que registram territórios, modos de vida e áreas de uso tradicional; iii) Diálogo de saberes, integrando conhecimentos acadêmicos, indígenas e comunitários; iv) Construção de políticas públicas territorializadas, adaptadas às realidades locais. Um dos conceitos inovadores apresentados é o de polígonos de gestão costeira e marinha, espaços de governança coletiva onde comunidades tradicionais assumem papel central na tomada de decisões sobre uso e conservação dos recursos naturais. Essa abordagem busca inverter a lógica tradicional de gestão ambiental, frequentemente centralizada no Estado, e reconhecer o protagonismo das comunidades que historicamente cuidam desses territórios. O trabalho também destaca que a valorização dos saberes tradicionais contribui não apenas para a conservação ambiental, mas também para a segurança alimentar, a saúde comunitária e a justiça socioambiental, fortalecendo a autonomia e a permanência das populações em seus territórios. Nesse sentido, a Rede Marangatu funciona como um espaço de articulação política, produção de conhecimento e inovação social. O estudo argumenta que a governança de territórios costeiros e marinhos deve ser construída de forma intercultural, participativa e territorialmente situada, reconhecendo a diversidade de conhecimentos e experiências. A Rede Marangatu demonstra constituir um modelo para a integração entre ciência, movimentos sociais e comunidades tradicionais pode gerar novas formas de gestão ambiental, promovendo justiça epistêmica, proteção da sociobiodiversidade e sustentabilidade dos territórios costeiros.-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Publicador: dc.publisherUniversidade de Aveiro-
Relação: dc.relationhttps://proa.ua.pt/index.php/captar/pt/article/view/40862-
Direitos: dc.rightshttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/-
Palavras-chave: dc.subjectGovernança territorializada-
Palavras-chave: dc.subjectJustiça Epistêmica-
Palavras-chave: dc.subjectTerritórios costeiros e marinhos-
Palavras-chave: dc.subjectPovos e comunidades tradicionais-
Palavras-chave: dc.subjectDiálogo de saberes-
Palavras-chave: dc.subjectCiência cidadã-
Título: dc.titleRede Marangatu: governança territorializada e justiça epistêmica em territórios costeiros e marinhos-
Aparece nas coleções:Repositório Aberto - Universidade Aberta (Portugal)

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