Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer!

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Autor(es): dc.creatorAlves, Fátima-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-08-11T12:30:55Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-08-11T12:30:55Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-01-07-
Data de envio: dc.date.issued2026-01-07-
Data de envio: dc.date.issued2025-11-14-
Fonte completa do material: dc.identifierhttp://hdl.handle.net/10400.2/20692-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/10400.2/20692-
Descrição: dc.descriptionNo seu mais recente artigo de opinião, intitulado «Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer», Fátima Alves parte da imagem de um pequeno bosque de carvalhos abatido para dar lugar a painéis solares para interrogar o modo como a transição energética está a ser conduzida em Portugal. A questão que coloca é simples e incómoda: que energia pode ser verdadeiramente “limpa” quando destrói a pouca floresta autóctone que ainda existe e quando decisões com forte impacto ecológico e social são tomadas em nosso nome, sem participação efetiva das comunidades? A autora recusa a ideia de que a crise ecológica seja um destino inevitável ou uma espécie de castigo natural. Pelo contrário, sublinha que se trata do resultado de décadas de opções políticas e económicas que trataram a natureza como depósito inesgotável e as pessoas como mão-de-obra descartável. Exemplos como a autorização da chegada de elefantes em fim de vida a ecossistemas onde não pertencem, ou a expansão da agricultura intensiva em áreas protegidas, são apresentados como decisões alinhadas com interesses muito concretos, que fragilizam territórios e formas de vida. Ao longo do texto, Fátima Alves* critica também a retórica dos “sacrifícios necessários” em nome do progresso. Pergunta de quem são, afinal, esses sacrifícios: das populações rurais cada vez mais isoladas, dos jovens empurrados para vidas precárias, dos trabalhadores que veem a saúde e a educação públicas encolherem, ou dos migrantes transformados em bode expiatório de problemas que não criaram. A ideia de que “não há alternativa” é analisada como mecanismo que normaliza desigualdades, legitima destruição e oculta quem beneficia deste modelo. Outro eixo central da reflexão é a normalização quotidiana de discursos autoritários e xenófobos por parte de setores da classe política e dos meios de comunicação social. Ao oferecer explicações fáceis para problemas complexos, estes discursos desviam o olhar dos verdadeiros centros de decisão e contribuem para desresponsabilizar quem lucra com o desordenamento territorial, a precariedade laboral e a exploração intensiva da natureza.-
Formato: dc.formatapplication/pdf-
Idioma: dc.languagept_BR-
Publicador: dc.publisherDiário As Beiras-
Relação: dc.relationhttps://www.asbeiras.pt/opiniao-entre-a-banalizacao-do-inaceitavel-e-as-escolhas-coletivas-que-temos-de-fazer/-
Direitos: dc.rightshttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/-
Título: dc.titleEntre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer!-
Aparece nas coleções:Repositório Aberto - Universidade Aberta (Portugal)

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