Clube Palmares, decolonizando o Ensino de História Local: repensando o desenvolvimentismo (embranquecedor) em Volta Redonda

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Autor(es): dc.contributorUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
Autor(es): dc.contributor.authorPaula, Ana Maria Gomes Barbosa de-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-07-19T14:58:15Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-07-19T14:58:15Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-
identificador: dc.identifier.otherClube Palmares, decolonizando o ensino de História Local:repensando o desenvolvimentismo (embranquecedor) em Volta Redondapt_BR
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1180972-
Resumo: dc.description.abstractEste trabalho propõe apresentar uma contranarrativa à História oficial de Volta Redonda, a partir da constituição de espaços de resistência negra na cidade. Com base na perspectiva da Decolonialidade de Aníbal Quijano, analisamos como a colonialidade do poder determina quem tem o direito de narrar a História, silenciando experiências e contribuições plurais. Além disso, apoiamo-nos na concepção de desobediência epistêmica de Walter Mignolo, que questiona a imposição de uma única lógica de conhecimento como universal, deslegitimando outros modos de ser e estar no mundo. Nesse contexto, buscamos romper com essa lógica ao reconhecer as experiências e narrativas da população negra de Volta Redonda como formas legítimas de produção de conhecimento. Ao desafiar a colonialidade, nosso objetivo é valorizar vozes historicamente silenciadas e trazer suas memórias e vivências para o debate em sala de aula. Para isso, realizamos um levantamento bibliográfico sobre a História de Volta Redonda, tendo como marco temporal a fundação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Esse recorte permite compreender a importância do processo de migração na constituição da reconhecida cidade modelo do Nacional-Desenvolvimentismo. Além disso, utilizamos produções audiovisuais como recurso para aprofundar este debate e embasar nossa proposta pedagógica. Nosso estudo evidencia que o currículo da rede municipal não contempla essas contranarrativas, mantendo uma visão histórica que privilegia o discurso oficial em detrimento das experiências dos grupos subalternizados. Para problematizar a História local e atender às diretrizes da Lei 10.639/03, bem como às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, analisamos a inserção da população negra no processo histórico da constituição identitária de Volta Redonda. Dessa forma, nossa abordagem pedagógica busca promover uma leitura crítica da História Local e nacional, alinhando-se à construção de uma educação antirracista. Por fim, pretendemos ampliar as perspectivas sobre a História Local, promovendo reflexões conectadas às vivências e lutas da população negra local.pt_BR
Tamanho: dc.format.extent1.965KBpt_BR
Tipo de arquivo: dc.format.mimetypePDFpt_BR
Idioma: dc.language.isopt_BRpt_BR
Direitos: dc.rightsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Brazil*
Licença: dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/*
Palavras-chave: dc.subjectHistória Local – História Oficial – Decolonialidade – Desobediência Epistêmica – Contranarrativapt_BR
Título: dc.titleClube Palmares, decolonizando o Ensino de História Local: repensando o desenvolvimentismo (embranquecedor) em Volta Redondapt_BR
Tipo de arquivo: dc.typetextopt_BR
Curso: dc.subject.courseMestrado Profissional em Ensino de Históriapt_BR
Área de Conhecimento: dc.subject.disciplineDissertaçãopt_BR
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