UM ESPELHO, UMA CONCHA E UM SACOLÉ DE ÁGUA: CINEMA DE PERNAMBUCO, ENSINO DE HISTÓRIA E A EXPERIÊNCIA DO VER-FAZER

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Autor(es): dc.contributorUniversidade Federal de Pernambuco (UFPE)pt_BR
Autor(es): dc.contributor.authorTHIAGO DA SILVA BARBOSA-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-03-21T15:10:52Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-03-21T15:10:52Z-
Data de envio: dc.date.issued2025-05-
identificador: dc.identifier.otherUM ESPELHO, UMA CONCHA E UM SACOLÉ DE ÁGUA: CINEMA DE PERNAMBUCO, ENSINO DE HISTÓRIA E A EXPERIÊNCIA DO VER-FAZERpt_BR
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1174246-
Resumo: dc.description.abstractEste trabalho propõe o cinema produzido em Pernambuco como linguagem que, ao alcance do ensino de História, figura como meio para partilha e criação visual voltada à aprendizagem, delineando temas e cenários presentes em algumas produções da nossa cinematografia para o debate, em sala de aula, de questões do tempo presente (Lohn, 2019). Tem como principal objetivo pensar ações e estratégias para ver e fazer cinema nas aulas de História a partir do cinema de Pernambuco como possibilidade pedagógica de abertura ao sensível e construção de conhecimentos históricos pautados pela experiência, entendida esta a partir do que Larrosa (2022) constrói como um não-conceito. Ao sondar a linguagem do cinema como espaço de partilha de experiências estético-visuais que se dá pelo contato com a cidade, busca compreender de que modo as experiências individuais e coletivas podem fundamentar a construção de saberes sensíveis sobre o espaço urbano, refletindo sobre o nosso lugar e as relações que estabelecemos com ele e os outros, reorganizando política e esteticamente o sistema de divisa daquilo o que é dado a sentir no mundo (Rancière, 2005). Investiga de que maneira o cinema, para além de sua função tradicional, pode configurar-se como espaço inventivo de novas imagens e narrativas históricas (White, 2001) a partir de dois movimentos fundamentais para a prática de um cinema que se aproxime de um ato de criação (Deleuze, 1999): o ver e o fazer. Ver/fazer o espaço urbano como lugar que habitamos, mas também como criação e invenção visual daquilo que imaginamos dele, num processo de feitura e refeitura de imagens que nascem como intervenção criativa no mundo a partir de dispositivos de criação, conceito discutido por Migliorin (2016) como estratégias capazes de ativar o real para a criação de novas imagens no mundo. Partindo do pressuposto de que ver e fazer filmes participam do mesmo processo criativo-imagético que produz espectadores e criadores de cinema (Bergala, 2008), e de que o trabalho com o cinema na escola não pode ser concebido sem a experiência do fazer, a metodologia seguida incluiu uma curadoria que buscou no acervo filmográfico da Cinemateca Pernambucana Jota Soares olhares para a cidade – do Recife e seus arredores – em forma de filmes produzidos pela segunda geração pós-retomada do cinema contemporâneo local. As obras fílmicas selecionadas compuseram as sessões de exibição com turmas do 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Oscar Moura, rede pública do município do Jaboatão dos Guararapes, nos anos de 2023 e 2024, como operação do olhar para desnaturalizar o filme como verdade pronta e acabada sobre uma dada realidade, possível de ser pensado criativamente através do exercício ver-rever-transver (Fresquet, 2020). Essas sessões inspiraram a criação de pequenos filmes realizados por meio de dispositivos, exibidos como forma de partilhar visualidades e impressões sensíveis acerca de suas imagens, também como espaço de reflexão a partir de temas transversais/integradores elencados no Referencial Curricular do referido município. O trabalho desenvolvido pode sugerir caminhos a serem trilhados onde aprender e ensinar História através do cinema não se reduz à assimilação tecnicista de conhecimentos a serviço de uma educação pautada em transmitir e adquirir habilidades. Ademais, como proposição pedagógica que reúne as discussões e ações aqui desenvolvidas, registra e compartilha em um caderno/catálogo digital – o Pequenos artifícios para ver o mar – as atividades vivenciadas na escola como estímulos criativos aos educadores e educadoras de História, um convite à multiplicação e re-invenção dos caminhos de cinema aqui propostos.pt_BR
Tamanho: dc.format.extent39,6 MBpt_BR
Tipo de arquivo: dc.format.mimetypePDFpt_BR
Idioma: dc.language.isopt_BRpt_BR
Direitos: dc.rightsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Brazil*
Licença: dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/*
Palavras-chave: dc.subjectCinema de Pernambucopt_BR
Palavras-chave: dc.subjectCultura visual, mídias e linguagenspt_BR
Palavras-chave: dc.subjectdispositivopt_BR
Palavras-chave: dc.subjectensino de Históriapt_BR
Título: dc.titleUM ESPELHO, UMA CONCHA E UM SACOLÉ DE ÁGUA: CINEMA DE PERNAMBUCO, ENSINO DE HISTÓRIA E A EXPERIÊNCIA DO VER-FAZERpt_BR
Tipo de arquivo: dc.typetextopt_BR
Curso: dc.subject.coursePrograma de Pós-Graduação em Ensino de História (ProfHistória)pt_BR
Área de Conhecimento: dc.subject.disciplineDissertação de Mestrado Profissionalpt_BR
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