Educação, Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica: A Construção de Novos Olhares

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Autor(es): dc.contributorUniversidade Federal Fluminense ( UFF)-
Autor(es): dc.contributor.authorVelloso de Carvalho, Pablo-
Autor(es): dc.contributor.authorMariani Braz, Ruth Maria-
Autor(es): dc.contributor.authorde Oliveira Aguiar de Sousa, Célia Maria Adão-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-02-15T13:09:36Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-02-15T13:09:36Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-02-15-
identificador: dc.identifier.otherEducação, Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica: A Construção de Novos Olhares.-
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1171296-
Resumo: dc.description.abstractA Reforma Psiquiátrica, iniciada nos anos 1970, propôs a superação do modelo manicomial, visando o cuidado integral e a valorização da subjetividade. Historicamente, o Brasil enfrentou tragédias como o "Holocausto Brasileiro", onde a exclusão social vitimou milhares de pessoas no maior hospício do país. Esse movimento de mudança foi consolidado pela Lei 10.216/2001, que redirecionou a assistência para dispositivos comunitários como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). A psicanálise contribui para essa transformação ao sustentar uma escuta clínica profunda, ecoando a visão freudiana de 1919 sobre a saúde mental como um dever público. Nesse contexto, a educação inclusiva torna-se uma aliada essencial, garantindo espaços que acolham a diferença e respeitem a singularidade de cada sujeito, conforme preconiza a Lei Brasileira de Inclusão. O sofrimento psíquico também precisa ser acolhido no ambiente escolar, evitando que a educação repita a lógica de exclusão do passado manicomial. A atuação em rede exige que os profissionais abandonem a ilusão de controle absoluto sobre os casos clínicos, aceitando a construção compartilhada do cuidado. Essa nova postura é ilustrada pela metáfora da banda de Moebius, onde não existem fronteiras fixas entre dentro e fora, permitindo a livre circulação do sujeito. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) integra saúde e assistência, demandando do profissional "psi" uma prática que transite da antipsiquiatria para uma clínica ampliada. Educar, nessa perspectiva, transcende a transmissão de conhecimentos e constitui-se como um ato de cuidado genuíno que se implica com a história do outro. Por fim, a ética do compartilhamento e da escuta radical reafirma o compromisso político de legitimar a diferença como potência transformadora. Palavras-chave: Reforma Psiquiátrica; Educação Inclusiva; Psicanálise; Atenção Psicossocial; Saúde Mental Coletiva. The Psychiatric Reform, initiated in the 1970s, proposed overcoming the asylum model, aiming for comprehensive care and the valorization of subjectivity. Historically, Brazil faced tragedies such as the "Brazilian Holocaust," where social exclusion victimized thousands of people in the country's largest hospice. This movement for change was consolidated by Law 10.216/2001, which redirected assistance to community devices such as Psychosocial Care Centers (CAPS). Psychoanalysis contributes to this transformation by sustaining a deep clinical listening, echoing the Freudian vision of 1919 on mental health as a public duty. In this context, inclusive education becomes an essential ally, guaranteeing spaces that welcome difference and respect the singularity of each subject, as advocated by the Brazilian Law of Inclusion. Psychic suffering also needs to be welcomed in the school environment, avoiding education repeating the exclusion logic of the asylum past. Network operation requires professionals to abandon the illusion of absolute control over clinical cases, accepting the shared construction of care. This new posture is illustrated by the Moebius strip metaphor, where there are no fixed boundaries between inside and outside, allowing the free circulation of the subject. The Psychosocial Care Network (RAPS) integrates health and assistance, demanding from the "psi" professional a practice that transitions from anti-psychiatry to an expanded clinic. To educate, in this perspective, transcends the transmission of knowledge and constitutes itself as a genuine act of care that implies itself with the history of the other. Finally, the ethics of sharing and radical listening reaffirm the political commitment to legitimize difference as a transformative power. Keywords: Psychiatric Reform; Inclusive Education; Psychoanalysis; Psychosocial Care; Collective Mental Health.-
Tamanho: dc.format.extent1,09 MB (1.146.142 bytes)-
Tipo de arquivo: dc.format.mimetypePDF-
Idioma: dc.language.isopt_BR-
Direitos: dc.rightsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Brazil-
Licença: dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/-
Palavras-chave: dc.subjectEducação Inclusiva-
Palavras-chave: dc.subjectSaúde Mental Coletiva-
Palavras-chave: dc.subjectSaúde Mental-
Palavras-chave: dc.subjectReforma Psiquiátrica-
Palavras-chave: dc.subjectPsicanálise-
Palavras-chave: dc.subjectEscuta Inclusiva-
Palavras-chave: dc.subjectAtenção Psicossocial-
Palavras-chave: dc.subjectPolíticas Públicas-
Título: dc.titleEducação, Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica: A Construção de Novos Olhares-
Tipo de arquivo: dc.typeapresentação-
Curso: dc.subject.courseCiência Tecnologia e Inclusão-
Área de Conhecimento: dc.subject.disciplineProjeto de Pesquisa-
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