Soberania Popular em Regimes Autoritários: Fundamentos Filosóficos e Jurídicos e os Limites da Intervenção Internacional - uma Análise do Caso EUA - Venezuela sob o Prisma dos Precedentes Internacionais

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Autor(es): dc.contributorRCMOS - Revista Científica Multidisciplinar o Saberpt_BR
Autor(es): dc.contributor.authorGeraldo de Sousa Junior, José-
Autor(es): dc.contributor.authorLucia da Silva Amorim, Laura-
Autor(es): dc.contributor.authorHenrique Vila Nova Figueredo, Pedro-
Data de aceite: dc.date.accessioned2026-01-12T22:11:16Z-
Data de disponibilização: dc.date.available2026-01-12T22:11:16Z-
Data de envio: dc.date.issued2026-01-12-
Fonte completa do material: dc.identifierhttps://submissoesrevistacientificaosaber.com/index.php/rcmos/article/view/1928-
identificador: dc.identifier.otherSoberania popular e autodeterminaçãopt_BR
Fonte: dc.identifier.urihttp://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1134015-
Resumo: dc.description.abstractO presente artigo examina a soberania estatal sob uma abordagem filosófica, jurídico-política e de direito internacional público, com especial ênfase na distinção entre titularidade popular da soberania e exercício contingente do poder governamental, inclusive em contextos de regimes autoritários. Desenvolve-se uma análise sistemática que articula contribuições clássicas da teoria do Estado — notadamente de Jean Bodin, Jean-Jacques Rousseau, Emmanuel Sieyès e Hans Kelsen — com a normatividade do direito internacional contemporâneo, sustentando que a soberania popular não se extingue em razão da forma do regime político, permanecendo como fundamento ontológico e jurídico da própria ideia de Estado. A tese central do estudo afirma que intervenções externas de natureza imperialista, frequentemente justificadas sob a retórica do déficit democrático ou da tutela internacional, carecem de fundamento jurídico no direito internacional positivo. Tais práticas revelam-se incompatíveis com princípios estruturantes da ordem internacional contemporânea, como a autodeterminação dos povos, a não intervenção nos assuntos internos e a igualdade soberana dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas. Mediante metodologia jurídico-dogmática e filosófico-analítica, o artigo examina criticamente a pretensa legitimidade de ingerências unilaterais em processos políticos internos, demonstrando sua incongruência tanto com a arquitetura normativa do sistema internacional quanto com os fundamentos teóricos da soberania enquanto instituto jurídico-político. Embora no direito internacional clássico a soberania continue a ser conceituada como o poder jurídico supremo do Estado de autodeterminar-se interna e externamente, em condição de igualdade com os demais Estados e sem submissão a autoridade superior, o direito internacional contemporâneo promoveu uma relativização funcional desse conceito. Com efeito, a soberania, inicialmente concebida como sinônimo de independência estatal, passou a incorporar dimensões substantivas no plano interno, especialmente a partir da segunda metade do século XX, associando-se à autodeterminação dos povos, à cidadania ativa e à efetividade dos direitos fundamentais e dos direitos humanos. Diante desse cenário, o estudo conclui pela necessidade analítica e normativa de distinguir a titularidade da soberania — invariavelmente popular — do exercício do poder governamental, sempre contingente e historicamente situado, sustentando que transformações políticas legítimas constituem prerrogativa exclusiva dos povos, a serem realizadas por meio de seus próprios mecanismos de autodeterminação.pt_BR
Tamanho: dc.format.extent963 KBpt_BR
Tipo de arquivo: dc.format.mimetypePDFpt_BR
Idioma: dc.language.isopt_BRpt_BR
Direitos: dc.rightsAttribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Brazil*
Licença: dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/br/*
Palavras-chave: dc.subjectSoberania popularpt_BR
Palavras-chave: dc.subjectDireito internacional públicopt_BR
Palavras-chave: dc.subjectAutodeterminação dos povospt_BR
Palavras-chave: dc.subjectNão intervençãopt_BR
Título: dc.titleSoberania Popular em Regimes Autoritários: Fundamentos Filosóficos e Jurídicos e os Limites da Intervenção Internacional - uma Análise do Caso EUA - Venezuela sob o Prisma dos Precedentes Internacionaispt_BR
Tipo de arquivo: dc.typetextopt_BR
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