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    <title>DSpace Communidade: Mestrado Profissional em Ciências Sociais.</title>
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    <description>Mestrado Profissional em Ciências Sociais.</description>
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    <title>Manual de escrita sociológica para o ENEM: um guia didático para o ensino de sociologia e redação</title>
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    <description>Título: Manual de escrita sociológica para o ENEM: um guia didático para o ensino de sociologia e redação
Autor: Júnior, Adeildo Cristóvam da Silva
Resumo: Este Manual de Escrita Sociológica é resultado de uma combinação de fatores: da minha experiência profissional de mais de trinta anos como professor de português, literatura e, em especial, de redação para vestibulares e para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), quando exercia sem saber o estranhamento, a desnaturalização e a imaginação sociológica com minhas alunas e alunos; do exercício de corretor de redações para vestibulares tradicionais por todo esse trajeto e para o ENEM por mais de oito anos, quando vi as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas sendo utilizadas como repertório sociocultural nas redações numa crescente desde 2015; e das minhas reflexões , perspectivas pedagógicas e sociológicas advindas do Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional (PROFSOCIO). Destaco, ainda, que produzi este manual mais especificamente para proporcionar experiências de alfabetização e letramento sociológicos aos estudantes por meio da leitura e da produção textual nas escolas com vistas ao exercício pleno de suas competências linguísticas e sociológicas.&#xD;
A experiência pedagógica que mais me inspirou a elaboração deste manual decorre da curiosidade em saber por que tantos estudantes têm usado as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, especialmente a sociologia e a filosofia na produção de suas redações, inclusive e notadamente nas redações nota 1000 divulgadas pelo INEP nas Cartilhas de Redação do Participante do ENEM. Assim, como corretor, vi muitas experiências argumentativas bem construídas e muitas outras mal elaboradas. Como professor de redação que sou e como professor de sociologia que estou me tornando, o incômodo com os equívocos argumentativos me levaram a pensar em um material por meio do qual pudesse oferecer a professoras e professores alguma orientação mais sólida para uma prática textual sociológica e mais assertiva.&#xD;
Convém esclarecer o que neste manual chamo de “redação sociológica” ou “escrita sociológica”. Não se trata da maneira científica que o cientista social, em especial o sociólogo, escreve. Não é a redação acadêmica da sociologia. A ideia de redação sociológica que empreendo aqui se aproxima bastante do que defende Durkheim (1978), na introdução de “As formas elementares da vida religiosa”, ao afirmar que nossas percepções sobre o mundo, o tempo, o espaço, a humanidade e nossos juízos de valor — sobre o que é bom, mau, feio ou belo — são construções elaboradas socialmente. Nesse sentido, a redação ou escrita sociológica é “um processo de materialização desse pensamento social” (Cunha, 2023).&#xD;
Assim, o professor ou professora que adotar este manual para ensinar sociologia ou redação deve compreender que aqui chamo de redação ou escrita sociológica a produção textual elaborada por estudantes em que há uma demonstração de certo nível de alfabetização e letramento sociológicos, evidenciado pelo emprego de conceitos, categorias, teorias e autores típicos das Ciências Sociais (sociologia, antropologia, ciência política), constatado no emprego vocabular, na análise sociológica, marcada pelo estranhamento, pela desnaturalização e pela fuga da análise rasa e alicerçada no senso comum e no preconceito.&#xD;
A ideia de alfabetização e de letramento é tomada aqui como um conceito aplicado à Sociologia. Nesse contexto, Soares (2024) distingue alfabetização de letramento, destacando que, enquanto a alfabetização é um processo que se limita à aquisição do código, das habilidades de leitura e de escrita, o letramento é um processo mais complexo que se estabelece ao longo da vida do usuário da língua em contextos sociais e profissionais, os quais evocam habilidades linguísticas mais elaboradas, como o reconhecimento de sentidos figurados e o uso da língua em diferentes níveis de linguagem.&#xD;
Aplicados ao ensino de sociologia, os dois conceitos mantêm a sua essência significativa, mas se ampliam na dimensão das especificidades desta Ciência Social. Dessa forma, adota-se neste Manual a alfabetização sociológica como sendo um processo de aquisição da linguagem e da epistemologia das Ciências Sociais, apreendendo conceitos e teorias da sociologia, da antropologia e da ciência política (Bodart, 2024). Já a concepção de letramento sociológico também se corporifica com dimensões mais complexas, que extrapolam a aquisição conceitual e linguística das Ciências Sociais, mas que se opera a partir dela, ou seja, “Letramento Sociológico refere-se à competência de mobilizar conceitos, noções, categorias, teorias e metodologias das Ciências Sociais com um grau de autonomia, permitindo a comunicação articulada e a explicação fluente de fenômenos sociais concretos” (Bodart, 2014, p. 71).&#xD;
Assim, ao analisar as 84 redações nota 1000 publicadas pelo INEP nas Cartilhas de Redação do Participante do ENEM produzidas entre 2012 e 2024 e ter constatado a presença do uso de conceitos, categorias sociológicas, obras e teóricos das Ciências Sociais em 33 redações ― considerando apenas a sociologia, a antropologia e a ciência política ―, consolidou-se em mim o desejo de elaborar um material que pudesse servir de guia para orientar professoras e professores de sociologia e de redação a conduzirem os estudantes a desenvolver uma produção textual mais objetiva, mais técnica, além de permitir o exercício do letramento sociológico e linguístico. Convém lembrar aqui que é a filosofia, dentre as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, a disciplina mais recorrentemente usada nestas redações, seguida da sociologia.&#xD;
Essa curiosidade me fez buscar, num primeiro momento, reconhecer em livros didáticos de sociologia do PNLD 2015 e 2018 e em coleções de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do PNLD 2021 atividades relacionadas à produção de dissertações argumentativas voltadas para o ENEM. Não foi realizada nenhuma análise profunda, apenas a averiguação da presença ou não de exercícios voltados a esse fim. O resultado foi surpreendente, pois, na contramão do que tem ocorrido nas redações, em especial nas de nota 1000 divulgadas pelo INEP, o que se constatou foi a total ausência de atividades desse gênero.&#xD;
Outro aspecto no mínimo contraditório está no fato de que, apesar de nenhum estudante ser obrigado a usar da/a sociologia para elaborar suas argumentações, as redações nota 1000 são apresentadas como modelos a serem seguidos, como paradigmas de textos bem elaborados. Historicamente, todos sabem que os vestibulares constituíram, ao longo dos anos, uma das forças de pressão sobre professores e currículos. Hoje esse espaço tem sido ocupado pelo ENEM que, com as suas provas objetivas e de redação, bem como com os conteúdos frequentemente cobrados e até a forma como essa cobrança é feita, influencia a maneira como professores, Brasil a fora, planejam e executam as suas a aulas, como escolas, cursos preparatórios, sistemas de ensino e até currículos estaduais definem as suas orientações pedagógicas seus objetos de conhecimento. O paradoxo está exatamente no fato de que disciplinas como sociologia e filosofia são recorrentemente usadas pelos estudantes para construírem seu arcabouço argumentativo e, em contrapartida, são disciplinas constantemente ameaçadas com redução de carga-horária e até de banimento dos currículos. É nesse sentido que o Manual de Escrita Sociológica tem também uma função política.&#xD;
Nesse contexto, as atividades presentes neste manual visam ao desenvolvimento da alfabetização e do letramento sociológicos, do letramento linguístico ao exercício da imaginação sociológica, o que se justifica inclusive como estratégia pedagógica de ensino. Por isso, o material é referenciado com base nas abordagens pedagógicas histórico-culturais de Paulo Freire e de Demerval Saviani (Pedagogia Libertadora e Pedagogia Histórico-Critica), nas metodologias ativas, na Educação 3.0, uma vez que se utiliza no manual, por ser um e-book, a ideia de texto multimodal, com links que permitem a professores e estudantes o acesso à informação em múltiplas mídias e plataformas.&#xD;
O Manual de Escrita Sociológica tem sua organização didática dividida em duas partes. Na primeira parte, são apresentados quatro capítulos (Capítulo 1 – Intolerância Religiosa; Capítulo 2 – Cidadania no Brasil; Capítulo 3 – Relações Sociais; e Capítulo 4 – Violência) com seis seções cada um, além de seções especiais de aprofundamento e complementação: as seções Acesse+, Cientistas Sociais e Respostas Sugeridas. A segunda parte é composta por uma sequência didática sugerida para o desenvolvimento de uma disciplina eletiva onde o uso do manual encontraria espaço para além da carga-horária de sociologia e de língua portuguesa para a sua aplicação. Tomou-se como base para pensar a eletiva o currículo de Pernambuco e a própria Base Nacional Comum Curricular.&#xD;
A escolha desses quatro temas se baseou na atualidade que eles representam no atual cenário social nacional e, com exceção do tema intolerância religiosa, pela transversalidade que possuem, sendo abordados de maneira direta e/ou indireta nas proposta temáticas das provas de redação do ENEM. Porém, caso a professora ou professor desejar trabalhar com outros temas que julgar pertinentes, este manual se apresenta apenas como um modelo estrutural de organização do conteúdo e, para facilitar o trabalho docente, é apresentado um QR Code que dá acesso a um drive com templates editáveis ao final da Ficha Técnica (p.6), com orientações sobre como montar seu próprio material.&#xD;
Além disso, a proposta de uso do Manual de Escrita Sociológica incentiva o trabalho interdisciplinar, porquanto é possível o seu uso individual pela professora ou professor de sociologia para o ensino de sociologia ― usando a redação como estratégia de ensino ―, pela professora ou professor de língua portuguesa para o ensino de redação ― usando a sociologia como estratégia de ensino; ou o uso coletivo, planejado pelas professoras e professores das duas disciplinas em pleno diálogo. Etimologicamente, interdisciplinaridade significa, em sentido geral relação entre as disciplinas (Yared, 2008), aqui o que se propõe é exatamente que esse diálogo entre a sociologia e a língua portuguesa (redação) estruture a aula em que a epistemologia de uma área do conhecimento alimente a outra no estudo e análise dos temas propostos. Por isso, deve-se enfatizar que o uso do guia, seja por docentes de sociologia, seja por docentes de língua portuguesa, pressupõe o diálogo entre as/os docentes das duas áreas do conhecimento a fim de que a experiência e conhecimento técnico de uns alicercem e alimentem a experiência e o conhecimento técnico dos outros.&#xD;
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No mais, professora e professor, boa leitura e bom trabalho!&#xD;
                                              Prof. Adeildo Júnior</description>
    <dc:date>2026-05-07T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Semana de humanidades: uma experiência de intervenção pedagógica na Escola ECI Professor Itan Pereira.</title>
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    <description>Título: Semana de humanidades: uma experiência de intervenção pedagógica na Escola ECI Professor Itan Pereira.
Autor: ARAÚJO, Tiago Rodrigues
Resumo: A inserção da Sociologia, nos currículos brasileiros, iniciou-se no final do século XIX e consolidou-se, no ensino básico, durante o século XX. Com a redemocratização e a Constituição de 1988, seu retorno ao ensino médio foi reforçado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996. A obrigatoriedade da disciplina foi estabelecida pela Lei 11.684/2008, que exigiu a inclusão de Sociologia nos currículos do ensino médio, destacando a importância de aulas adequadas e professores qualificados. Neste sentido, esta pesquisa propõe a criação da "Primeira Semana de Humanidades", um projeto de intervenção pedagógica que visa dinamizar o ensino de Sociologia e promover a formação contínua de docentes. Além disso, o projeto pretende ampliar as perspectivas dos estudantes, explorando questões sociais e políticas relevantes, como gênero e cultura brasileira. A elaboração desse projeto de intervenção pedagógica parte da necessidade de metodologias didáticas mais dinâmicas e interdisciplinaridade no ensino de Sociologia, de acordo com as diretrizes das OCN’s, que determinam as formas de dinamização da prática pedagógica na escola. Embora haja um crescimento no número de estudos sobre o ensino de Sociologia, ainda há carência de pesquisas focadas na formação docente e na intervenção pedagógica como recurso de formação social e cultural.</description>
    <dc:date>2024-10-25T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1175188">
    <title>Educação em direitos humanos: a inclusão da temática LGBTQIAPN+ na formação escolar.</title>
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    <description>Título: Educação em direitos humanos: a inclusão da temática LGBTQIAPN+ na formação escolar.
Autor: FRANÇA, Magno de Moraes
Resumo: Este trabalho analisa as percepções dos alunos em relação à população LGBTQIAPN+ no ambiente escolar, explorando os desafios e as práticas pedagógicas associadas. A pesquisa revela avanços na compreensão da diversidade sexual e de gênero entre os estudantes, com uma percepção crescente da homossexualidade como uma orientação sexual, o que reflete uma mudança positiva nas atitudes. Contudo, o estudo também identifica lacunas significativas na abordagem educacional do tema, com a maioria dos alunos relatando uma falta de discussões estruturadas e aprofundadas sobre questões LGBTQIAPN+ em sala de aula. A análise dos dados aponta para a necessidade urgente de políticas escolares eficazes para combater o bullying e a discriminação, além da implementação de programas de formação continuada para professores. É evidente que, apesar dos progressos, grupos LGBTQIAPN+ mais vulneráveis, como transexuais, travestis e pessoas não-binárias, enfrentam desafios específicos que exigem atenção e políticas direcionadas para garantir um ambiente educacional inclusivo e respeitador. O trabalho conclui que a construção de uma educação inclusiva requer um compromisso institucional contínuo com a diversidade, integrando práticas educativas e políticas que promovam a equidade e o respeito a todas as identidades. A transformação das percepções e práticas no ambiente escolar é crucial para a criação de uma sociedade mais justa e acolhedora.</description>
    <dc:date>2025-05-30T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Guia pedagógico: Sociologia e Literatura em Gilberto Freyre.</title>
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    <description>Título: Guia pedagógico: Sociologia e Literatura em Gilberto Freyre.
Autor: SIQUEIRA, Silvana da Silva
Resumo: O presente Guia Pedagógico – Sociologia e Literatura em Gilberto Freyre é uma ferramenta didático-metodológica direcionada ao professor de Sociologia do ensino médio tendo como objetivo estabelecer um diálogo reflexivo, crítico, formador e criativo entre as disciplinas de Sociologia e Literatura, a partir dos conceitos Freyriano e os textos literários, os quais foram base à elaboração desse material pedagógico, em destaque: O Patriarcalismo: estrutura social mediada pelo poder versus subordinação, a qual teve o “Senhor” - autoridade centralizada no “homem branco, proprietário de terras e escravos” - que detinha o controle político, econômico, religioso, moral e sexual de todos ao seu redor; A Identidade Nacional: formação do povo brasileiro resultante da miscigenação entre brancos, negros e indígenas; A Mistura Racial e Cultural: convivência cotidiana entre as raças europeias, africanas e indígenas foi situada pelos costumes, culinárias, economia açucareira, linguagens, afetividade, rituais religiosos e festivos. Estes conceitos sociológicos apresentados pelo pernambucano Gilberto Freyre retratam a realidade do nordeste brasileiro, no final do século XIX e início do século XX em suas obras. Para continuidade à elaboração dessa proposta, ademais a concepção de Gilberto Freyre, deu-se ênfase aos estudos teóricos e os pressupostos metodológicos, situado nos contextos históricos, sociais, culturais, políticos e econômicos, de épocas passadas à pós-modernidade. Diante da concepção de Michael Young, a essência do currículo escolar é baseada no “conhecimento especializado” e é vista como prática de empoderamento social a ser adquirida no ambiente escolar. Já Florestan Fernandes fez referência à função do ensino da sociologia na escola secundária, segundo a visão de especialistas brasileiros em relação aos conteúdos vivenciados nessa etapa de ensino e a correspondência com os cursos superiores. Na percepção de Antonio Candido no tocante ao estudo da literatura sobre os fenômenos sociais, culturais, políticos e econômicos descritos nas obras literárias, pode ser uma possibilidade para se ensinar a Sociologia a partir dos fenômenos socioculturais presentes nas obras literárias.</description>
    <dc:date>2025-10-05T00:00:00Z</dc:date>
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